August 26, 2026
Imagine entrar numa clínica de cosméticos, animado para se submeter a um rejuvenescimento avançado da pele com laser de érbio para restaurar o seu brilho juvenil. O cenário de pesadelo? Descobrir após o tratamento que os seus olhos sofreram queimaduras químicas inesperadas. Isto não é especulação alarmista, mas sim um risco genuíno, especialmente ao usar creme EMLA para anestesia local.
Um estudo publicado na revista Dermatologic Surgery, da autoria do Dr. N.F. Eaglstein, identifica claramente o risco de queimaduras químicas nos olhos ao usar creme EMLA durante o resurfacing da pele com laser de érbio. Este relatório serve mais do que uma discussão académica – é um aviso clínico direto para médicos e pacientes reconhecerem este perigo potencial.
O creme EMLA é um anestésico tópico amplamente utilizado que reduz eficazmente a dor na superfície da pele, tornando-o popular para vários procedimentos dermatológicos, incluindo tratamentos a laser. Os seus ingredientes ativos – lidocaína e prilocaína – funcionam bloqueando a transmissão de impulsos nervosos. No entanto, estes mesmos componentes podem causar irritação e danos oculares se administrados incorretamente.
Vários fatores contribuem para que o creme EMLA cause queimaduras químicas nos olhos:
Os sintomas variam desde leve ardor nos olhos, lacrimejamento e sensibilidade à luz até casos graves envolvendo danos na córnea, comprometimento da visão ou até mesmo cegueira. O tratamento adequado imediato torna-se crítico após a ocorrência.
A prevenção continua a ser primordial. As precauções chave incluem:
Se ocorrer exposição, tome estas ações imediatas:
Embora os tratamentos de pele a laser abordem eficazmente várias preocupações dermatológicas, a segurança deve permanecer a prioridade absoluta. Ao escolher prestadores qualificados em instalações de renome e implementar precauções adequadas, os pacientes podem reduzir significativamente os riscos de queimaduras químicas oculares e alcançar com segurança os seus objetivos estéticos.